Nota do Mês de Abril - Ex-colónias nacionais e estrangeiras

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VMNV
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Nota do Mês de Abril - Ex-colónias nacionais e estrangeiras

#1 Mensagem por VMNV » quinta abr 01, 2010 8:27 pm

Vamos dar inicio ao concurso para eleger a nota do mês de Abril Notas das Ex-colónias nacionais e estrangeiras


Aqui ficam as regras do concurso:

1ª Os foristas interessados em concorrer à eleição da Nota do Mês, só podem colocar uma nota, respeitando o tema mensal até ao dia 21 - 24:00h desse mês, a partir daqui o tópico é considerado encerrado passando à fase de eleição por todos os foristas que assim o entenderem, que terminará às 24 horas do último dia do mês.

2ª O número mínimo necessário para se realizar e eleição é de 9 (nove) notas. Caso esse número não seja atingido no prazo estipulado, esse será alargado por mais 48 horas, ou seja até às 24 horas do dia 23.
Se mesmo assim não for atingido o mínimo, a eleição ficará sem efeito.

3ª A colocação da nota, consiste só unicamente de uma foto de cada face da respectiva nota acompanhada de alguns dados como valor facial, ano, etc...
Pede-se também, se possível, que as notas concorrentes sejam acompanhadas de um texto informativo. Há algunss temas em que essa informação será importante. (Personalidades, por exemplo)

4ª É permitida a colocação de um conjunto de notas, desde que tenham uma relação entre si, tornando-se uma mais valia na apresentação.

5ª Cada forista concorrente não pode votar na sua própria nota. Contudo se não participar na votação, terá uma penalização equivalente à média da pontuação obtida na sua nota (exemplo: se recebeu 45 pontos de 9 foristas, será penalizado em 45 a dividir por 9, que serão 5 pontos).

6ª Os “juizes” além da sua pontuação, podem deixar um comentário, por exemplo: O motivo do seu voto.
Cada forista deverá pontuar 8 (oito) notas, do seguinte modo:

10 Pontos
8 Pontos
6 Pontos
5 Pontos
4 Pontos
3 Pontos
2 Pontos
1 Ponto

Vencerá a nota que reunir mais pontos à hora do fecho das votações (24 horas do último dia do mês do concurso).

Para facilitar a votação, será atribuído um número de ordem a cada nota, pelo que irá ser publicada logo no dia 22 ou 24, uma lista com as notas concorrentes.

7ª Em caso de empate pontual, será considerado vencedor aquele que tiver:

a) Mais pontuações de 10 pontos
b) Mais pontuações de 8 pontos
c) Mais pontuações de 6 pontos

8ª Os 3 primeiros classificados, passarão a figurar na galeria das notas vencedoras, em tópico existente para esse efeito.

9ª As notas expostas, não podem concorrer mais nenhuma vez durante esse ano, podendo concorrer no ano seguinte, excepto as 12 vencedoras dos anos anteriores.
As 12 primeiras (uma de cada mês) concorre à nota do ano, em Janeiro do ano seguinte, em simultâneo com a desse mês, mas num post à parte.

Está aberto o concurso!
Boa sorte a todos :thumbupleft:
Última edição por Tiago6 em quinta abr 01, 2010 9:15 pm, editado 1 vez no total.



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numismo
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Re: Nota do Mês de Abril - Ex-colónias nacionais e estrangeiras

#2 Mensagem por numismo » sexta abr 02, 2010 1:59 pm

Última edição por numismo em sábado abr 03, 2010 6:35 am, editado 1 vez no total.

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VMNV
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#3 Mensagem por VMNV » sexta abr 02, 2010 6:05 pm

Moçambique 1000 Escudos 16-05-1972 Pick#112
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EUROESCUDO
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#4 Mensagem por EUROESCUDO » sexta abr 02, 2010 9:43 pm

Cá vai a minha modesta participação :green:

Régulo D´Aleixo
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http://pt.wikipedia.org/wiki/Aleixo_Corte-Real

TIMOR 1.000$00 - 21 Março 1968
Dimensões: 175 x 95
Assinaturas da Nota:
Governador: Francisco José Vieira Machado
Administrador: Samuel Rodrigues Sanches

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Última edição por EUROESCUDO em sexta abr 16, 2010 9:11 pm, editado 2 vezes no total.
C/ Melhores cumprimentos:
M E N D E S
€uroe$cudo

Consulta Rápida do Fórum ---- Literatura On-line [PDF]

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jfialho
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#5 Mensagem por jfialho » segunda abr 05, 2010 1:00 pm

JAPÃO...500 YEN...1969
Nota muito bonita.

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Cumprimentos
jfialho

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João Paulo Silva
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#6 Mensagem por João Paulo Silva » segunda abr 05, 2010 1:57 pm

A minha contribuição deste mês.
1.000$00 - 30/04/1964 - Guiné

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João Paulo Silva

SANCHO
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#7 Mensagem por SANCHO » terça abr 06, 2010 12:47 am

Moçambique 50$00 1970 Pick 111.
Entrada em circulação em 30 de Novembro de 1972.
Capitão de fragata João de Azevedo Coutinho Fragoso de Sequeira(1865-1944),nomeado vice-almirante honorário pelo Estado Novo,Governador da Zambésia,Governador Geral de Moçambique,Ministro da Marinha e do Ultramar.
Deu o nome à corveta NRP João Coutinho lançada ao mar em 1970.

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Paul Gerritsen Plaggert
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Re: Nota do Mês de Abril - Ex-colónias nacionais e estrangeiras

#8 Mensagem por Paul Gerritsen Plaggert » quarta abr 07, 2010 5:02 pm

BRASIL - COLÔNIA - 1777
BILHETE DA CASA DA ADMINISTRAÇÃO GERAL DOS DIAMANTES


Essa é da principal colônia que Portugal já teve em seus domínios!
Esse exemplar, relativamente raro, é considerado o primeiro papel-moeda circulante no território brasileiro, ainda colônia portuguesa, já sob o reinado de D. Maria I. Não é propriamente uma nota bancária, mas um tipo de recibo na qual o indivíduo entregava o seu ouro extraído, deixando o imposto de uma oitava para a Coroa, e recebia tal comprovante como garantia. Evidentemente, era mais fácil de transportar o papel e muito mais seguro que o ouro. Desse modo, começaram a ser aceitos por terceiros, uma vez que eram impressos em papel timbrado da Coroa e com marcas d'água (que infelizmente não aparecem nesse scan), e passaram a ter valor legal e corrente.

Dimensões: 180 x 146 mm
Estado de Conservação: Soberba/Flor de Estampa (padrão brasileiro)

O texto:
"Ficão nesta Casa da Administração Geral dos Diamantes trinta e oito oitavas, meya eseis vint(...) de ouro de conta do Senhor Manoel Jozé Roiz Sam Payo que se lhe pagará, ou a quem este apresentar. Tejuco (atual Diamantina, Minas Gerais), 4 de Agosto de 1777.
Ad(...). Bento Jozé Roiz Sam Payo
No. 267"

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Espero que gostem! :green:
Última edição por Paul Gerritsen Plaggert em quinta abr 08, 2010 12:34 pm, editado 3 vezes no total.
PECVNiA NON OLET

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jonig
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#9 Mensagem por jonig » quarta abr 07, 2010 7:57 pm

Congo Belga e Rwanda-Urundi
10 Francos de 1/2/1958 - km30

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O Ruanda é um pequeno país montanhoso da África, encravado entre o Uganda, a norte, a Tanzânia, a leste, o Burundi, a sul e a República Democrática do Congo, a oeste. Sua capital é Kigali.

Ao contrário dos seus vizinhos, o Ruanda, que era um reino centralizado, não teve a sua “sorte” decidida na Conferência de Berlim (de 1885) e só foi entregue à Alemanha (juntamente com o vizinho Burundi) em 1890, numa conferência em Bruxelas, em troca de Uganda e da ilha de Heligoland. No entanto, as fronteiras desta colónia – que, na altura incluíam também alguns pequenos reinos das margens do Lago Vitória – só foram definidas em 1900.

Depois da derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial, o protectorado foi entregue à Bélgica, por mandato da Liga das Nações. O domínio belga foi muito mais directo e duro que o dos alemães e, utilizando a Igreja Católica, manipulou a classe alta dos tutsi para reprimir o resto da população - maioritariamente hutus e demais tutsis - incluindo a cobrança de impostos e o trabalho forçado, criando um fosso social maior do que o que já existia.

Depois da Segunda Guerra Mundial, Ruanda tornou-se novamente um protectorado, pelas Nações Unidas, tendo a Bélgica como autoridade administrativa. Através de uma série de processos, incluindo várias reformas, o assassinato do rei Mutara III Charles, em 1959 e a fuga do último monarca do clã Nyiginya, o rei Kigeri V, para Uganda, os hutus ganharam mais poder e, na altura da independência, em 1962, os hutus eram os políticos dominantes. Em 25 de Setembro de 1960, a ONU organizou um referendo no qual os ruandeses decidiram tornar-se uma república. Depois das primeiras eleições, foi declarada a República de Ruanda, com Grégoire Kayibanda como primeiro-ministro.

Após vários anos de instabilidade, em que o governo tomou várias medidas de repressão contra os tutsis, em 5 de Julho de 1973, o major general Juvénal Habyarimana, que era ministro da defesa, destituiu o seu primo Grégoire Kayibanda, dissolveu a Assembleia Nacional e aboliu todas as actividades políticas. Em Dezembro de 1978 foram organizadas eleições, nas quais foi aprovada uma nova constituição e confirmado Habyarimana como presidente, que foi reeleito em 1983 e em 1988, como candidato único mas, em resposta a pressões públicas por reformas políticas, Habyarimana anunciou em Julho de 1990 a intenção de transformar o Ruanda numa democracia multipartidária.

No entanto, nesse mesmo ano, uma série de problemas climáticos e económicos geraram conflitos internos e a Frente Patriótica Ruandesa (RPF), dominada por tutsis refugiados nos países vizinhos lançou ataques militares contra o governo hutu, a partir de Uganda. O governo militar de Juvénal Habyarimana respondeu com programas genocidas contra os tutsis. Em 1992 foi assinado um cessar-fogo entre o governo e a RPF em Arusha, Tanzânia.

Em 6 de Abril de 1994, Juvénal Habyarimana e Cyprien Ntaryamira, o presidente do Burundi, foram assassinados quando o seu avião foi atingido por fogo quando aterrava em Kigali. Durante os três meses seguintes, os militares e milicianos ligados ao antigo regime mataram cerca de 800.000 tutsis e hutus oposicionistas, naquilo que ficou conhecido como o Genocídio de Ruanda. Entretanto, a RPF, sob a direcção de Paul Kagame ocupou várias partes do país e, em 4 de Julho entrou na capital Kigali, enquanto tropas francesas de manutenção da paz ocupavam o sudoeste, durante a “Opération Turquoise”.

Ainda trabalha-se para julgar os culpados pelo massacre de Ruanda. Até 2001, 3 mil foram julgados, com 500 penas máximas.

Paul Kagame ficou como vice-presidente e Pasteur Bizimungu como presidente mas, em 2000, os dois homens fortes entraram em conflito, Bizimungu renunciou à presidência e Kagame ficou como presidente. Em 2003, Kagame foi finalmente eleito para o cargo, no que foram consideradas as primeiras eleições democráticas depois do Genocídio. Entretanto, cerca de 2 milhões de hutus refugiaram-se na República Democrática do Congo, com medo de retaliação pelos tutsis. Muitos regressaram, mas conservam-se ali milícias que têm estado envolvidas na guerra civil daquele país.

Dois filmes ajudam a entender a amplitude do conflito e a interferência internacional durante a formação, o decorrer e o fim do Genocídio, o primeiro é "Hotel Ruanda", que conta a história de um hoteleiro chamado Paul Rusesabagina, que enfrenta a difícil tarefa de defender sua família e amigos tutsis, da repressão hutu, e acaba por abrigar diversos refugiados, em miséria e pavor, em seu hotel antes destinado aos turistas e missionários na região. A história é baseada em fatos reais. O segundo filme, "Aperte as mãos do diabo", é uma adaptação da autobiografia do general Romeo Dallaire. O filme conta a jornada de Dallaire no genocídio de 1994 em Ruanda, e de como seu pedido de mais ajuda à Organização das Nações Unidas foi ignorado. Uma curiosidade é que ambos os filmes destacam a tentativa norte americana, apoiada pelos britânicos, de impedir a veiculação do termo genocídio, o qual obrigaria uma intervenção internacional com a participação tanto dos EUA, quanto do Reino Unido. No dia 29 de Novembro de 2009, Ruanda foi admitida como a 54.ª Nação-membro da Comunidade das Nações, sendo a segunda sem ligações históricas com o Reino Unido (a primeira Nação sem ligações históricas com o Reino Unido a ingressar na Comunidade das Nações foi Moçambique, no ano de 1995).
Última edição por jonig em quarta abr 07, 2010 8:00 pm, editado 2 vezes no total.

Alfonsvs
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#10 Mensagem por Alfonsvs » quarta abr 14, 2010 2:56 am

Angola, 100$00 de 1956, Serpa Pinto

Emissão Banco de Angola
Primeira emissão: 15 Agosto de 1956
Retirada de circulação em 1962

Frente: retrato de Serpa Pinto (1846-1900); militar, político, escritor e explorador africano e reprodução da ponte Salazar sobre o rio Quanza
Verso: Manada de elefantes, bebendo num rio
Estampada e impressa por "Thomas De La Rue & Co. Ltd (Inglaterra)

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Refª: JS-A86; AN-18
Data: 1956
Medidas: 149 x 70mm
José Matos

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