Nota do Mês de Janeiro -Tema Cultura, Artes e Ciências

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VMNV
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Nota do Mês de Janeiro -Tema Cultura, Artes e Ciências

#1 Mensagem por VMNV » sábado jan 01, 2011 10:36 am

Vamos dar inicio ao primeiro concurso do ano 2011 para eleger a Nota do Mês de Janeiro, dedicado ao tema: Cultura, Artes e Ciências

Aqui ficam as regras do concurso:

1ª Os foristas interessados em concorrer à eleição da Nota do Mês, só podem colocar uma nota, respeitando o tema mensal até ao dia 21 - 24:00h desse mês, a partir daqui o tópico é considerado encerrado passando à fase de eleição por todos os foristas que assim o entenderem, que terminará às 24 horas do último dia do mês.

2ª O número mínimo necessário para se realizar e eleição é de 9 (nove) notas. Caso esse número não seja atingido no prazo estipulado, esse será alargado por mais 48 horas, ou seja até às 24 horas do dia 23. Se mesmo assim não for atingido o mínimo, a eleição ficará sem efeito.

3ª A colocação da nota, consiste só unicamente de uma foto de cada face da respectiva nota acompanhada de alguns dados como valor facial, ano, etc...
Pede-se também, se possível, que as notas concorrentes sejam acompanhadas de um texto informativo. Há algunss temas em que essa informação será importante. (Personalidades, por exemplo)

4ª É permitida a colocação de um conjunto de notas, desde que tenham uma relação entre si, tornando-se uma mais valia na apresentação.

5ª Cada forista concorrente não pode votar na sua própria nota. Contudo se não participar na votação, terá uma penalização equivalente à média da pontuação obtida na sua nota (exemplo: se recebeu 45 pontos de 9 foristas, será penalizado em 45 a dividir por 9, que serão 5 pontos).

6ª Os “juizes” além da sua pontuação, podem deixar um comentário, por exemplo: O motivo do seu voto. Cada forista deverá pontuar 8 (oito) notas, do seguinte modo:

10 Pontos
8 Pontos
6 Pontos
5 Pontos
4 Pontos
3 Pontos
2 Pontos
1 Ponto

Vencerá a nota que reunir mais pontos à hora do fecho das votações (24 horas do último dia do mês do concurso).

Para facilitar a votação, será atribuído um número de ordem a cada nota, pelo que irá ser publicada logo no dia 22 ou 24, uma lista com as notas concorrentes.

7ª Em caso de empate pontual, será considerado vencedor aquele que tiver:

a) Mais pontuações de 10 pontos
b) Mais pontuações de 8 pontos
c) Mais pontuações de 6 pontos

8ª Os 3 primeiros classificados, passarão a figurar na galeria das notas vencedoras, em tópico existente para esse efeito.

9ª As notas expostas, não podem concorrer mais nenhuma vez durante esse ano, podendo concorrer no ano seguinte, excepto as 12 vencedoras dos anos anteriores. As 12 primeiras (uma de cada mês) concorre à nota do ano, em Janeiro do ano seguinte, em simultâneo com a desse mês, mas num post à parte.

Está aberto o concurso!
Boa sorte a todos :thumbs:



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Re: Nota do Mês de Janeiro (2011)-Tema Cultura, Artes e Ciên

#2 Mensagem por VMNV » sábado jan 01, 2011 12:23 pm

Israel - 5 Lirot 1968, Pick#34
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Frente:Albert Einstein
Verso:Reactor Atómico em Nahal Sorek

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Albert Einstein, 14 de Março de 1879 — Princeton, 18 de Abril de 1955) foi um físico alemão radicado nos Estados Unidos mais conhecido por desenvolver a teoria da relatividade. Recebeu o Nobel de Física de 1921 pela correta explicação do efeito fotoeléctrico; no entanto, o prémio só foi anunciado em 1922. O seu trabalho teórico possibilitou o desenvolvimento da energia atômica, apesar de não prever tal possibilidade.
Devido à formulação da teoria da relatividade Einstein tornou-se famoso mundialmente. Nos seus últimos anos, a sua fama excedeu a de qualquer outro cientista na cultura popular: "Einstein" tornou-se um sinónimo de génio. Foi por exemplo eleito pela revista Time como a "Pessoa do Século" e a sua face é uma das mais conhecidas em todo o mundo. Em 2005 celebrou-se o Ano Internacional da Física, em comemoração dos 100 anos do chamado "Annus Mirabilis" (ano miraculoso) de Einstein, em que este publicou quatro dos mais importantes artigos cientifícos da física do século XX. Em sua honra, foi atribuído o seu nome a uma unidade usada na fotoquímica, o einstein, bem como a um elemento químico, o einstênio.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Einstein

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Re: Nota do Mês de Janeiro (2011)-Tema Cultura, Artes e Ciên

#3 Mensagem por internauta » sábado jan 01, 2011 2:48 pm

ARTES
Pick 217# 5 Cruzados novos em 5000 Cruzados (1989)


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Cândido Portinari foi um dos pintores brasileiros mais famosos. Este grande artista nasceu na cidade de Brodowski (interior do estado de São Paulo), em 29 de dezembro de 1903. Destacou-se também nas áreas de poesia e política.

Durante sua trajetória, ele estudou na Escola de Belas-Artes do Rio de Janeiro; visitou muitos países, entre eles, a Espanha, a França e a Itália, onde finalizou seus estudos.

No ano de 1935 ele recebeu uma premiação em Nova Iorque por sua obra "Café". Deste momento em diante, sua obra passou a ser mundialmente conhecida.

Dentre suas obras, destacam-se: "A Primeira Missa no Brasil", "São Francisco de Assis" e Tiradentes". Seus retratos mais famosos são: seu auto-retrato, o retrato de sua mãe e o do famoso escritor brasileiro Mário de Andrade.

No dia seis de fevereiro de 1962, o Brasil perdeu um de seus maiores artistas plásticos e aquele que, com sua obra de arte, muito contribuiu para que o Brasil fosse reconhecido entre outros países. A morte de Cândido Portinari teve como causa aparente uma intoxicação causada por elementos químicos presentes em certas tintas.

Exemplo de algumas obras.

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:thumbs: :thumbs: :thumbs:
Diga não às falsificações!

Indy
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Re: Nota do Mês de Janeiro (2011)-Tema Cultura, Artes e Ciên

#4 Mensagem por Indy » sexta jan 07, 2011 8:10 pm

ALMEIDA GARRETT

A minha participação para a Nota do Mês de Janeiro/2011 - Tema Cultura, Artes e Ciências - vai para uma Nota Portuguesa de 20$00 - Chapa 1 - datada de 14 de Abril de 1915 -com a efígie do romancista Almeida Garrett:

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By indy007 at 2011-01-07

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João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, nasceu no Porto em 1799. Em 1809 partiu para a ilha Terceira devido às invasões francesas. Em 1816 foi estudar para a Universidade de Coimbra em 1816, frequentando o Curso de Direito. As suas influências liberais datam dessa época, no contacto com outros universitários. Em 1821 editou a sua primeira obra, o poema "O Retrato de Vénus", que foi considerado ultrajante pela censura, tendo Garrett sido obrigado a comparecer a tribunal. Foi também no ano de 1821 que subiu ao palco a sua tragédia "Catão", drama construído à maneira clássica. Com a Vila Francada, exilou se em Inglaterra em 1823, onde entrou em contacto com a literatura romântica (Byron e Walter Scott). Em 1825 publicou em Paris "Camões", obra marcante para o Romantismo português. Em 1826 publicou "Dona Branca". Após a guerra civil, foi nomeado cônsul geral em Bruxelas. Estudou a língua e a literatura alemãs (Herder, Schiller e Goethe). Regressou a Portugal em 1836 e Passos Manuel encarregou o de reorganizar o teatro nacional, nomeando o inspector dos teatros. Além da actividade política e legislativa, Garrett continuou sempre trabalhando na sua obra e escreveu para o Teatro "Um auto de Gil Vicente" em 1838, "D. Filipa de Vilhena" em 1840 e "O Alfageme de Santarém" em 1842. Garrett foi opositor da ditadura de Costa Cabral, que o demitiu do cargo de inspector geral dos teatros. Esta terá sido a época mais criativa de toda a sua carreira literária: em 1843 publicou "Frei Luis de Sousa", em 1845 "As Viagens na Minha Terra" e "As Flores sem Fruto", e "Folhas Caídas", que data de 1853, embora tenha sido escrito antes. O triunfo do movimento político da Regeneração (1851), trouxe Garrett à política activa. Fundou um novo jornal, a que chamou A Regeneração. Devido ao seu temperamento e espírito independente saiu em 1853 do governo regenerador. Regressou então à escrita, iniciando um novo romance, "Helena", que não chegou a concluir pois faleceu em 1854. Como romancista, Garrett é considerado o criador da prosa moderna em Portugal. Na poesia, foi dos primeiros a libertar se dos cânones clássicos e a introduzir em Portugal a nova estética romântica.

__________
Acácio
Última edição por Indy em quarta ago 15, 2012 4:35 pm, editado 2 vezes no total.

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Re: Nota do Mês de Janeiro (2011)-Tema Cultura, Artes e Ciên

#5 Mensagem por colecionador » sábado jan 08, 2011 11:27 pm

Alexandre Gustave Eiffel (Dijon, 15 de Dezembro de 1832 — Paris, 27 de Dezembro de 1923), também conhecido por Gustavo Eiffel, foi um engenheiro francês que participou da construção da Estátua da Liberdade em Nova Iorque e da Torre Eiffel de Paris.
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Luis Mestre
Nota a nota a colecção cresce ...mas nunca estará completa.

http://notasmundocolecionador.blogspot. ... -beja.html

http://www.bialto.pt/active_auctions.ph ... &category=

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João Paulo Silva
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Re: Nota do Mês de Janeiro (2011)-Tema Cultura, Artes e Ciên

#6 Mensagem por João Paulo Silva » domingo jan 09, 2011 2:42 pm

A minha escolha deste mês é dedicada a Mário de Andrade", famoso escritor brasileiro.

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1893: Nasce Mário Raul de Moraes Andrade, no dia 9 de outubro, filho de Carlos Augusto de Moraes Andrade e Maria Luísa Leite Moraes Andrade; na Rua Aurora, 320, em São Paulo - SP.
1904: Escreve o primeiro poema, cantado com palavras inventadas. "O estalo veio num desastre da Central durante um piquenique de subúrbio. Me deu de repente vontade de fazer um poema herói-cômico sobre o sucedido, e fiz. Gostei, gostaram. Então continuei. Mas isso foi o estralo apenas. Apenas já fizera algumas estrofes soltas, assim de dois em três anos; e aos dez, mais ou menos, uma poesia cantada, de espírito digamos super realista, que desgostou muito minha mãe. "— Que bobagem é essa, meu filho?" — ela vinha. Mas eu não conseguia me conter. Cantava muito aquilo. Até hoje sei essa poesia de cor, e a música também. Mas na verdade ninguém se faz escritor. Tenho a certeza de que fui escritor desde que concebido. Ou antes... Meu avô materno foi escritor de ficção. Meu pai também. Tenho uma desconfiança vaga de que refinei a raça..." Este o depoimento do escritor a Homero Senna, publicado no livro "República das Letras", Editora Civilização Brasileira - Rio de Janeiro, 1996, 3a. edição, sobre como havia começado a escrever.
1905: Ingressa no Ginásio N. Sra. do Carmo dos Irmãos Maristas.
1909: Forma-se bacharel em Ciências e Letras. Terminado o curso multiplica leituras e freqüenta concertos e conferências.
1910: Cursa o primeiro ano da faculdade de Filosofia e Letras de São Paulo.
1911: Inicia estudos no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo.
1913: Morre seu irmão Renato, aos 14 anos, devido a complicações decorrentes de uma cabeçada em jogo de futebol. Abalado pelo fato e trabalhando em excesso, Mário tem uma profunda crise emocional. Passa um tempo em Araraquara, na fazenda da família. Quando retorna desiste da carreira de concertista devido a suas mãos terem se tornado trêmulas. Dedica-se, então a carreira de professor de música.
1915: Conclui curso de canto no Conservatório.
1916: Conclui, como voluntário, o Serviço Militar.
1917: Diploma-se em piano pelo Conservatório. Morre seu pai. Publica Há uma gota de sangue em cada poema, poesia, sob o pseudônimo de Mário Sobral.. Primeiro contato com a modernidade na Exposição de Anita Malfatti. Primeira viagem a Minas: encontra o barroco mineiro, visita Alphonsus de Guimarães. Já iniciou sua Marginália.
1918: Recebe Diploma de Membro da Congregação Mariana de N. Sra. da Conceição da Igreja de Santa Ifigênia. Noviciado na Ordem Terceira do Carmo. Nomeado professor no Conservatório. Escreve contos e poemas. Colabora ocasionalmente em jornais e revistas como crítico de arte e cronista; em A Gazeta e O Echo (São Paulo).
1919: Profissão na Ordem Terceira do Carmo à 19 de março. É colaborador de A Cigarra, O Echo e A Gazeta. Viagem à Minas Gerais, visitando as cidades históricas.
1920: Lê obras Index . Faz parte do grupo modernista de São Paulo. Colabora em Papel e Tinta (São Paulo), na Revista do Brasil (Rio de Janeiro - até 1926) e na Illustração Brasileira (Rio de Janeiro - até - 1921).
1921: É professor de História da Arte no Conservatório. Pertence à Sociedade de Cultura Artística. Está presente no lançamento do Modernismo no banquete do Trianon. É apresentado ao público por Oswald de Andrade através do artigo "Meu poeta futurista" (Jornal do Commércio São Paulo). Escreve "Mestres do passado" para o citado jornal.
1922: Professor catedrático de História da Música e Estética no Conservatório. Participa da Semana de Arte Moderna em São Paulo, de 13 à 18 de fevereiro, no Teatro Municipal de São Paulo. Faz parte do grupo da revista Klaxon, publicando poemas e críticas de literatura, artes plásticas, música e cinema. Escreve Losango Cáqui, poesia experimental. Inicia a correspondência com Manuel Bandeira, que dura até o final de sua vida. Publica Paulicéia desvairada, poesia.
1923: Estuda alemão com Kaethe Meichen-Bosen, de quem se enamora. Faz parte da revista Ariel, de São Paulo. Escreve A escrava que não é Isaura, poética modernista. Continua a colaborar na Revista do Brasil (Rio de Janeiro).
1924: Realiza a histórica "Viagem da Descoberta do Brasil", Semana Santa dos modernistas e seus amigos, visitando as cidades históricas em Minas. Colabora em América Brasileira (contos de Belazarte), Estética e Revista do Brasil (Rio de Janeiro).
1925: Colabora n'A Revista Nova de Belo Horizonte. Publica A Escrava que não é Isaura: discurso sobre algumas tendências da poesia modernista. Adquire a tela de André Lhote, Futebol, através de Tarsila.
1926: Férias em Araraquara, escrevendo Macunaíma. Publica Primeiro andar, contos, e Losango Cáqui (ou Afetos Militares de Mistura com os Porquês de eu Saber Alemão), poesia. Escreve poemas de Clã do Jaboti. Colabora na Revista de Antropofagia, na Revista do Brasil e em Terra Roxa e Outras Terras.
1927: Colabora no Diário Nacional de São Paulo: crítico de arte e cronista (até 1932, quando o jornal é fechado). Estréia como romancista, publicando Amar, verbo intransitivo, que choca a burguesia paulistana com a história de Carlos, um adolescente de família tradicional iniciado nos prazeres do sexo pela sua Fraülein, contratada por seu pai exatamente para essa tarefa. Lança, também, o livro Clã do Jaboti, de poesias. Realiza a primeira "viagem etnográfica": percorrendo o Amazonas e o Peru, da qual resulta o diário O Turista Aprendiz.
1928: Membro do Partido Democrático. Realiza sua segunda "viagem etnográfica": ao Nordeste do Brasil (dez. 1928 - mar. 1929). Colabora na Revista de Antropofagia e em Verde. Publica Ensaio sobre a Música Brasileira e Macunaíma - o Herói sem nenhum caráter, onde inova com audácia e rebela-se contra a mesmice das normas vigentes. Com enorme sucesso a obre repercutiu em todo o país por seus enfoques inéditos. Sob um fundo romanesco e satírico, aí se mesclavam numa narrativa exemplar a epopéia e o lirismo, a mitologia e o folclore, a história e o linguajar popular. O personagem-título, um "herói sem nenhum caráter", viria a ser uma síntese, o resumo das virtudes e defeitos do brasileiro comum.
1929: Inicia coluna de crônicas "Táxi", no Diário Nacional. "Viagem etnográfica" ao Nordeste, colhendo documentos: música popular e danças dramáticas. Rompimento da amizade com Oswald de Andrade. Publica Compêndio de História da Música.
1930: Apóia a Revolução de 30. Defende o Nacionalismo Musical. Publica Modinhas Imperiais, crítica e antologia, e Remate de Males, poesia.
1933: Completa 40 anos. Faz crítica para o Diário de São Paulo (até 1935).
1934: Diplomado Professor honorário do Instituto de Música da Bahia. Cria e passa a dirigir a Coleção Cultural Musical (Edições Cultura Brasileira - São Paulo). Colabora em Festa (Rio de Janeiro), Boletim de Ariel. Publica Belazarte, contos, e Música, Doce Música, crítica.
1935: É nomeado chefe da Divisão de Expansão Cultural e Diretor do Departamento de Cultura. Publica O Aleijadinho e Álvares de Azevedo.
1936: Deixa de lecionar no Conservatório. Nomeado Chefe do Departamento de Cultura da Prefeitura.
1937: É contra o Estado Novo.
1938: Transfere-se para o Rio de Janeiro (27 jun.), demitindo-se do Departamento de Cultura (12 mai.). É nomeado professor-catedrático de Filosofia e História da Arte na Universidade do Distrito Federal e colabora no Diário de Notícias daquela cidade. Publica Namoros com a Medicina, estudos de folclore.
1939: Cria a Sociedade de Etnologia e Folclore de São Paulo, sendo seu primeiro presidente. Organiza o 1o. Congresso da Língua Nacional Cantada (jul.). Projeta a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, SPHAN. É nomeado encarregado do Setor de São Paulo e Mato Grosso. Escreve poemas de A Costela do Grão Cão. Publica Samba Rural Paulista, estudo de folclore. É crítico do Diário de Notícias (até 1944) e colabora na Revista Acadêmica (Rio de Janeiro) e em O Estado de S. Paulo. Publica A Expressão Musical nos Estados Unidos.
1941: Volta a viver em São Paulo, à Rua Lopes Chaves 546. Está comissionado no SPHAN. Colabora em Clima (SP).
1942: Sócio-fundador da Sociedade dos Escritores Brasileiros. Colabora no Diário de S. Paulo e na Folha de S. Paulo. Publica Pequena História da Música.
1943: Publica Aspectos da Literatura Brasileira, O Baile das Quatro Artes, crítica, e Os Filhos de Candinha, crônicas.
1944: Escreve Lira Paulistana, poesia.
1945: Coberto de reconhecimento pelo papel de vanguarda que desempenhou em três décadas, Mário de Andrade morreu em São Paulo - SP em 25 de fevereiro de 1945, vitimado por um enfarte do miocárdio, em sua casa. Foi enterrado no Cemitério da Consolação. Publicação de Lira Paulistana e Poesias completas.
João Paulo Silva

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valdemar1959
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Re: Nota do Mês de Janeiro (2011)-Tema Cultura, Artes e Ciên

#7 Mensagem por valdemar1959 » segunda jan 10, 2011 4:31 pm

500 Escudos 29/09/1942. Efígie Damião de Góis

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Damião de Góis
( Escritor Português )

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Damião de Góis. (1502 - 1574 ). Escritor português nascido em Alenquer, considerado o último dos grandes cronistas do reino português. Filho dos fidalgos Rui Dias de Góis e Isabel Gomes de Limi, ficou órfão do pai aos nove anos de idade, e Góis tornou-se pajem do Paço de D. Manuel o Venturoso. Na corte teve o primeiro contato com a cultura da época: a música polifônica, o teatro Vicentino, os poetas do Cancioneiro de Garcia de Resende. Também conheceu os humanistas Cataldo Parísio Siculo e Duarte Pacheco Pereira. Após a morte (1521) de D. Manuel e a subida ao trono de D. João III, foi nomeado escrivão da Casa da Índia, entreposto comercial português em Antuérpia (1523). Ficou no cargo por 10 anos, época é marcada pela grande afirmação das idéias de Erasmo na Europa, e morou fora de Portugal por 25 anos (1523-1548), tempo em que conviveu com alguns dos maiores pensadores de seu tempo como Martinho Lutero, Erasmo de Rotterdam e Pietro Bembo. Neste período fez também inúmeras viagens de negócios à Inglaterra, França, Alemanha, Holanda, Polônia, Hungria, Boêmia, Dinamarca e Lituânia, a serviço da feitoria da Flandres (1528-1531) o que lhe permitiu contatos e informações importantes no exercício da diplomacia e ampliou a sua dimensão intelectual. De volta a Portugal, foi nomeado guarda-mor da Torre do Tombo, arquivo nacional português. Foi encarregado (1558) de escrever a Crônica do felicíssimo rei D. Manuel, encomenda que terminou no mesmo ano (1567) em que concluiu também a Crônica do príncipe D. João. Sofreu acusações por parte do Santo Ofício e foi preso (1571), foi injustamente abandonado pela família e condenado à prisão perpétua (1572). Libertado, presumivelmente, após dois anos no cárcere, morreu numa estalagem em Alenquer, provavelmente assassinado, pois, quando do translado de seus restos mortais (1901), descobriu-se uma fratura no crânio.
Valdemar Pereira

As minhas Vendas! viewtopic.php?f=25&t=117756

zefer44
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Re: Nota do Mês de Janeiro (2011)-Tema Cultura, Artes e Ciên

#8 Mensagem por zefer44 » domingo jan 16, 2011 3:30 pm

Este mês, e por sugestâo de um amigo aqui do Forum vou concorrer com a seguinte nota:

5.00 Esc ch3 13/01/25 - 5 800 000 exemplares - Dr. João das Regras


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Túmulo em estilo gótico de João das Regras, na Igreja de S. Domingos de Benfica

O Dr. João das Regras, nascido em Lisboa entre 1340 e 1345 e falecido em 1404, teve um papel importantissimo na defesa da causa do então Mestre de Aviz, durante as cortes de Coimbra em 1385.

Por via disso seria o Mestre proclamado Rei com o nome de D. João I dando início à segunda Dinastia.
Horácio Ferreira


La cuna del hombre la mecen con cuentos

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Re: Nota do Mês de Janeiro (2011)-Tema Cultura, Artes e Ciên

#9 Mensagem por tm1950 » domingo jan 16, 2011 5:15 pm

5$00 - Chapa 1 - 1913, com a sobrecarga "OURO", a vermelho, sobre a palavra "PRATA"

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Alexandre Herculano é a figura central da nota.

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Alexandre Herculano nasceu no Pátio do Gil, à Rua de São Bento, em 28 de Março de 1810 numa modesta família de origem popular; a mãe, Maria do Carmo de São Boaventura, filha e neta de pedreiros da Casa Real; o pai, Teodoro Cândido de Araújo, era funcionário da Junta dos Juros (Junta do Crédito Público). Na sua infância e adolescência não pode ter deixado de ser profundamente marcado pelos dramáticos acontecimentos da sua época: as invasões francesas, o domínio inglês e o influxo das ideias liberais, vindas sobretudo da França, que conduziriam à Revolução de 1820. Até aos 15 anos frequentou o Colégio dos Padres Oratorianos de S. Filipe de Néry, então instalados no Convento das Necessidades em Lisboa, onde recebeu uma formação de índole essencialmente clássica, mas aberta às novas ideias científicas. Impedido de prosseguir estudos universitários (o pai cegou em 1827, ficando impossibilitado de prover ao sustento da família) ficou disponível para adquirir uma sólida formação literária que passou pelo estudo de inglês, francês, italiano e alemão, línguas que foram decisivas para a sua obra literária.
Estudou Latim, Lógica e Retórica no Palácio das Necessidades e, mais tarde, na Academia da Marinha Real, estudou matemática com a intenção de seguir uma carreira comercial. Descontente com o governo de Miguel I de Portugal, exilou-se na França, onde escreveu os seus melhores poemas. Voltou a Portugal, em 1832, continuou a fazer poesia, como A Voz do Profeta em 1836 e A Harpa do Crente em 1838.
No jornal Panorama por volta de 1840; publicou obras de ficção, como Eurico, o Presbítero de 1844, e ganhou fama como historiador; publicou a História de Portugal, em quatro volumes, e História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal.
Com apenas 21 anos, participará, em circunstâncias nunca inteiramente esclarecidas, na revolta de 21 de Agosto de 1831 do Regimento n.° 4 de Infantaria de Lisboa contra o governo ditatorial de D. Miguel I, o que o obrigará, após o fracasso daquela revolta militar, a refugiar-se num navio francês fundeado no Tejo, nele passando à Inglaterra e, posteriormente, à França (Rennes), indo depois juntar-se ao exército Liberal de D. Pedro IV, na Ilha Terceira (Açores). Alistado como soldado no Regimento dos Voluntários da Rainha, como Garrett, é um dos 7 500 "Bravos do Mindelo", assim designados por terem integrado a expedição militar comandada por D. Pedro IV que desembarcou, em 8 de Julho de 1832,na praia do Mindelo (na verdade, um pouco mais a sul, na praia de Arnosa de Pampelido, um pouco a Norte do Porto - hoje "praia da Memória"), a fim de cercar e tomar a cidade do Porto. Como soldado, participou em acções de elevado risco e mérito militar. Passado à disponibilidade pelo próprio D. Pedro IV, foi por este nomeado segundo bibliotecário da Biblioteca do Porto. Aí permaneceu até ter sido convidado a dirigir a Revista Panorama, de Lisboa,revista de caráter artístico e científico de que era proprietária a Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis, patrocinada pela própria rainha D. Maria II, de que foi redactor principal de 1837 a 1839. Em 1842 retomou o papel de redactor principal e publicou o Eurico o Presbítero, obra maior do Romance Histórico em Portugal no século XIX.
Mas a obra que vai transformar Alexandre Herculano no maior português do século XIX é a sua História de Portugal, cujo primeiro volume é publicado em 1846. Obra que introduz a historiografia científica em Portugal, não podia deixar de levantar enorme polémica, sobretudo com os sectores mais conservadores, encabeçados pelo clero. Atacado pelo clero por não ter admitido como verdade histórica o célebre Milagre de Ourique – segundo o qual Cristo aparecera ao rei Afonso Henriques naquela batalha -, Herculano acaba por vir a terreiro em defesa da verdade científica da sua obra, desferindo implacáveis golpes sobre o clero ultramontano, sobretudo nos opúsculos Eu e o Clero e Solemnia Verba. O prestígio que a História de Portugal lhe granjeara leva a Academia das Ciências de Lisboa a nomeá-lo seu sócio efectivo (1852) e a encarregá-lo do projecto de recolha dos Portugaliae Monumenta Historica (recolha de documentos valiosos dispersos pelos cartórios conventuais do país), projecto que empreende em 1853 e 1854.
Herculano permanecerá fiel aos seus ideais políticos e à Carta Constitucional, que o impedira de aderir ao Setembrismo. Apesar de estreitamente ligado aos círculos do novo poder Liberal (foi deputado às Cortes e preceptor do futuro Rei D. Pedro V), recusou fazer parte do primeiro Governo da Regeneração, chefiado pelo Duque de Saldanha. Recusou honrarias e condecorações e, a par da sua obra literária e científica, de que nunca se afastou inteiramente, preferiu retirar-se progressivamente para um exílio que tinha tanto de vocação como de desilusão. Numa carta a Almeida Garrett confessara ser seu mais íntimo desejo ver-se entre quatro serras, dispondo de algumas leiras próprias, umas botas grosseiras e um chapéu de Braga. Ainda desempenhando o cargo de Presidente da Câmara de Belém (1854 de 1855), cargo que abandona rapidamente. Em 1857, após o seu casamento com D. Mariana Meira, retira-se definitivamente para a sua quinta de Vale Lobos (Azóia, Santarém) para se dedicar (quase) inteiramente à agricultura e a uma vida de recolhimento espiritual - ancorado no porto tranquilo e feliz do silêncio e da tranquilidade, como escreverá na advertência prévia ao primeiro volume dos Opúsculos. Em Vale de Lobos, Herculano exerce um autêntico magistério moral sobre o País. Na verdade, este homem frágil e pequeno, mas dono de uma energia e de um carácter inquebrantáveis era um exemplo de fidelidade a ideais e a valores que contrastavam com o pântano da vida pública portuguesa. Isto dá vontade de morrer!, exclamara ele, decepcionado pelo espectáculo torpe da vida pública portuguesa, que todos os seus ideais vilipendiara. Aquando da segunda viagem do Imperador do Brasil a Portugal, em 1867, Herculano entendeu retribuir, em Lisboa, a visita que o monarca lhe fizera em Vale de Lobos, mas devido à sua débil saúde contraiu uma pneumonia dupla de que viria a falecer, em Vale de Lobos, em 13 de Setembro de 1877.
Herculano foi o responsável pela introdução e pelo desenvolvimento da narrativa histórica em Portugal.
Juntamente com Almeida Garrett, é considerado o introdutor do Romantismo em Portugal, desenvolvendo os temas da incompatibilidade do homem com o meio social.
Alexandre Herculano casou no 1º de Maio de 1867 com D. Mariana Hermínia de Meira. Morreu na sua quinta de Vale de Lobos, Azóia de Baixo, (Santarém) a 13 de Setembro de 1877.
(Fonte: Wikipédia)
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Re: Nota do Mês de Janeiro (2011)-Tema Cultura, Artes e Ciên

#10 Mensagem por SANCHO » sábado jan 22, 2011 12:20 am

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