Nota do Mês de Abril - Notas Tema livre

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Nota do Mês de Abril - Notas Tema livre

#1 Mensagem por VMNV » segunda abr 01, 2013 6:58 pm

Vamos dar inicio ao concurso para eleger a Nota do Mês de Abril -Tema: Notas tema livre

Aqui ficam as regras do concurso:

1ª Os foristas interessados em concorrer à eleição da Nota do Mês, só podem colocar uma nota, respeitando o tema mensal até ao dia 21 - 24:00h desse mês, a partir daqui o tópico é considerado encerrado passando à fase de eleição por todos os foristas que assim o entenderem, que terminará às 24 horas do último dia do mês.

2ª O número máximo necessário para se realizar e eleição é de 9 (nove) e o mínimo de 6 (seis) notas. Caso o número máximo não seja atingido no prazo estipulado, esse será alargado por mais 48 horas, ou seja até às 24 horas do dia 23. Se mesmo assim não for atingido o numero máximo, será feita a eleição com o numero mínimo de notas. Se não for alcançado o mínimo, ficará sem efeito.

3ª A colocação da nota, consiste só unicamente de uma foto de cada face da respectiva nota acompanhada de alguns dados como valor facial, ano, etc...
Pede-se também, se possível, que as notas concorrentes sejam acompanhadas de um texto informativo. Há alguns temas em que essa informação será importante. (Personalidades, por exemplo)

4ª É permitida a colocação de um conjunto de notas, desde que tenham uma relação entre si, tornando-se uma mais valia na apresentação.

5ª Cada forista concorrente não pode votar na sua própria nota. Contudo se não participar na votação, terá uma penalização equivalente à média da pontuação obtida na sua nota (exemplo: se recebeu 45 pontos de 9 foristas, será penalizado em 45 a dividir por 9, que serão 5 pontos).

6ª Os “ juízes” além da sua pontuação, podem deixar um comentário, por exemplo: O motivo do seu voto. Cada forista deverá pontuar 8 (oito) e 5 (cinco) notas, dos seguintes modos:

Número máximo 9 (nove):

10 Pontos
8 Pontos
6 Pontos
5 Pontos
4 Pontos
3 Pontos
2 Pontos
1 Ponto

Numero mínimo 6 (seis):

5 Pontos
4 Pontos
3 Pontos
2 Pontos
1 Ponto

Vencerá a nota que reunir mais pontos à hora do fecho das votações (24 horas do último dia do mês do concurso).

Para facilitar a votação, será atribuído um número de ordem a cada nota, pelo que irá ser publicada logo no dia 22 ou 24, uma lista com as notas concorrentes.

7ª Em caso de empate pontual, será considerado vencedor aquele que tiver:

a) Mais pontuações de 10 pontos
b) Mais pontuações de 8 pontos
c) Mais pontuações de 6 pontos

ou no caso da pontuação minima:

a) Mais pontuações de 5 pontos
b) Mais pontuações de 4 pontos
c) Mais pontuações de 3 pontos

8ª Os 3 primeiros classificados, passarão a figurar na galeria das notas vencedoras, em tópico existente para esse efeito.

9ª As notas expostas, não podem concorrer mais nenhuma vez durante esse ano, podendo concorrer no ano seguinte, excepto as 12 vencedoras dos anos anteriores. As 12 primeiras (uma de cada mês) concorre à nota do ano, em Janeiro do ano seguinte, em simultâneo com a desse mês, mas num post à parte.

Está aberto o concurso!



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Re: Nota do Mês de Abril(2013) - Notas Tema livre

#2 Mensagem por VMNV » segunda abr 01, 2013 7:04 pm

Tibete 100 Srang 1942-59

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Paulo Mateus
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Re: Nota do Mês de Abril(2013) - Notas Tema livre

#3 Mensagem por Paulo Mateus » segunda abr 01, 2013 11:09 pm

Figura Portuguesa proeminente e distinta em várias áreas na época das ex-colónias Ultramarinas.

Na sua primeira estada em Angola (1878/1882) foi responsável pelas obras públicas em Luanda.



Militar de Carreira:

Frequentou o Colégio Militar (Aluno nº 143/1853)

Frequentou a Escola do Exército

Major do Estado Maior de Infantaria – Explorador (1843 – 1909)

Nasceu em 9 de Junho de 1843 e faleceu em 2 de Fevereiro de 1909, aos 66 anos de idade, nas vestes de GENERAL, ele foi condecorado ao titulo de “Benemerito da Patria Portuguesa”, foi o primeiro (1.º) Governador da Lunda (1895) – grande amigo dos negros.




Henrique Augusto Dias de Carvalho, foi explorador português em África, major do Estado Maior de Infantaria, Cavalleiro das ordens militares de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa e de S. Bento de Aviz, chefe da Expedição Portuguesa ao MUATIÂNVUA e delegado do Governo de Sua Magestade Fidelíssima, o Rei de Portugal.

Henrique de Carvalho, foi militar de carreira, Geografo, antropologo, linguista e historiador e autor de uma série de livros sobre a Lunda, onde se destaca as obras, “Expedição Portuguesa a Mussumba do Muatiânvua 1884-1888, Memorias da Lunda 1890, Etnographia e Historia Tradicional dos povos da Lunda, Lubuco” e outras-

Foi ele, na qualidade de enviado e de Embaixador do Rei de Portugal na Lunda o autor da celebração de todos os tratados de Protectorado ou acordos Lei com os potentados, fez parte da Delegação Portuguesa na questão do conflito da Lunda entre Portugal e a Bélgica de 1890 que teve lugar em Lisboa, que culminou com o acordo de 25 de Maio de 1891, assinado no dia 24 de Março de 1894 e trocada as assinaturas no dia 1 de Agosto do mesmo ano.

EM 1973, NO ANIVERSÁRIO 130º DE NASCIMENTO DE HENRIQUE DE CARVALHO vs DEDICATORIA DE SUA FAMILIA A CIDADE DE H.Carvalho.


Expedição à região da Lunda, no Leste de Angola, entre 1884 e 1888


Mapa da Colónia Portuguesa de Angola no ano de 1889:



Principalmente na Colónia Portuguesa de Angola, onde deu nome a uma Cidade, sendo lembrado e retratado nesta Bela Nota:
Última edição por Paulo Mateus em sábado abr 01, 2017 9:30 pm, editado 1 vez no total.
___________
Paulo Mateus

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Re: Nota do Mês de Abril(2013) - Notas Tema livre

#4 Mensagem por josape » quinta abr 04, 2013 3:37 pm

5 Kwanzas (Angola) Janeiro 2011

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Re: Nota do Mês de Abril(2013) - Notas Tema livre

#5 Mensagem por tm1950 » quinta abr 04, 2013 5:35 pm

Com dedicatória a Mouzinho da Silveira que faleceu em 4 de Abril de 1849, faz hoje 164 anos.

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Celso.
Saúde e Fraternidade.
Os meus leilões

SANCHO
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Re: Nota do Mês de Abril - Notas Tema livre

#6 Mensagem por SANCHO » quinta abr 18, 2013 10:03 pm

Espécime de cédula de 5$00 produzida pela Casa da Moeda em 1943, mas que nunca chegou a ser emitida.


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Re: Nota do Mês de Abril - Notas Tema livre

#7 Mensagem por VMNV » segunda abr 22, 2013 7:57 pm

Devido ao numero minimo de participações não ter sido ainda atingido, o consurso irá ser prolongado conforme a regra Nº2.

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Re: Nota do Mês de Abril - Notas Tema livre

#8 Mensagem por valdemar1959 » segunda abr 22, 2013 9:28 pm

Noruega

1000 Kroner Pick.40b 1982
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Henrik Johan Ibsen
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Henrik Ibsen

Henrik Johan Ibsen (ˈhɛnɾɪk ˈɪpsən|no) (Skien, 20 de Março de 1828 — Kristiania, 23 de Maio de 1906) foi um dramaturgo norueguês, considerado um dos criadores do teatro realista moderno. Foi o maior dramaturgo norueguês do Século XIX. Foi também poeta e diretor teatral, sendo considerado o “pai do drama em prosa e um dos fundadores do modernismo no teatro. Entre seus maiores trabalhos destacam-se Brand, Peer Gynt, Um Inimigo do Povo, Imperador e Galileu, Casa de Bonecas, Hedda Gabler, Espectros, O Pato Selvagem e Rosmersholm

Muitas de suas peças foram consideradas escandalosas na época em que foram lançadas, mediante o fato de o teatro europeu estar sujeito ao modelo determinado pela vida familiar e pela propriedade. Os trabalhos de Ibsen analisavam a realidade contida por trás das convenções e costumes, o que trouxe muita inquietação para seus contemporâneos. Ele lançou um olhar crítico e a livre investigação sobre as condições de vida e as questões da moralidade da época. A poética peça Peer Gynt, no entanto, tem fortes elementos do Surrealismo.

Ibsen é muitas vezes classificado como um dos verdadeiramente grandes dramaturgos da tradição europeia. Richard Hornby o descreve como "um profundo e poético dramaturgo — o melhor desde Shakespeare. Ele influenciou outros dramaturgos e romancistas, tais como George Bernard Shaw, Oscar Wilde, James Joyce e Eugene O'Neill. Muitos críticos o consideram o maior dramaturgo desde Shakespeare.

Embora a maioria de suas peças sejam definidas na Noruega, muitas vezes em lugares que lembram Skien, a cidade portuária onde cresceu, Ibsen viveu por 27 anos na Itália e Alemanha e raramente visitou a Noruega durante seus anos mais produtivos.

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Biografia

Infância e juventude

Ibsen nasceu na pequena cidade portuária de Skien, em Telemark, uma cidade que se ocupava do transporte de madeiras. Como ele escreveu em uma carta de 1882 para o crítico e estudioso Georg Brandes, "meus pais eram membros, de ambos os lados, das famílias mais respeitadas em Skien", explicando que estava intimamente relacionado com "praticamente todas as famílias que então dominavam o lugar e seu entorno", mencionando as famílias Paus, Plesner, Von der Lippe, Cappelen e Blom. De acordo com Einar Haugen Ingvald, "há mais de um toque de orgulho de sua origem burguesa nessa enumeração de nomes aos associá-los com a ancestralidade da classe média norueguesa superior. O avô de Ibsen, o capitão do navio Henrich Ibsen, morrera no mar em 1797, e Knud Ibsen foi criado na fazenda do armador Ole Paus, depois que sua mãe Johanne (nascida Plesner) se casou novamente.

Knud Ibsen veio de uma longa linhagem de marinheiros (capitães), mas decidiu se tornar um comerciante, alcançando sucesso inicial. Seu casamento com Maria-Cornélia Altenburg foi "um arranjo familiar excelente. A mãe de Maria-Cornélia e o padrasto de Knud foram como irmãos, cresceram juntos. Maria-Cornélia Altenburg era filha de um dos mais ricos comerciantes madeireiros na próspera cidade de Skien.

Quando Henrik Ibsen tinha cerca de sete anos de idade, no entanto, a sorte de seu pai deu uma guinada significativa para o pior, e a família acabou por ser forçada a vender o edifício principal dos Altenburg no centro de Skien, e mudar-se definitivamente para sua casa de verão de pequeno porte, Venstøp, fora do da cidade. Tal mudança influenciou definitivamente o comportamento de Ibsen que, já tímido por natureza, tornou-se mais isolado e taciturno. A atmosfera familiar também era difícil, pois o pai era um homem dominador e alcoolista, e sua mãe uma mulher submissa, que buscava conforto na religião. Suas maiores distrações na infância eram o desenho e a pintura, paixões que manteve, pois conservou sempre consigo uma coleção de quadros que adquirira. A irmã de Henrik, Hedvig, iria escrever sobre sua mãe: "Ela era uma mulher calma, amável, a alma da casa, tudo para seu marido e filhos. Ela se sacrificou muitas vezes, mas não houve amargura ou reprovação nisso. Maria-Cornélia Altenburg era "pequena, morena, e a única figura existente dela, uma silhueta, confirma a tradição que ela era bonita.
Reimanngården em Grimstad, Noruega. Henrik Ibsen trabalhou e viveu aqui como aprendiz de farmacêutico entre 1844 e 1850

A família Ibsen acabou se mudando para uma casa da cidade, Snipetorp, de propriedade do meio-irmão de Knud Ibsen, o rico banqueiro e armador Christopher Blom Paus. Sua formação teria uma forte influência no trabalho posterior de Ibsen; os personagens em suas peças, muitas vezes eram espelho de seus pais, e seus temas muitas vezes lidavam com questões de dificuldade financeira, bem como conflitos morais decorrentes de segredos escondidos da sociedade. Ibsen usaria tanto o nome quanto o modelo de personagens inspirados em sua própria família.

Na adolescência, Ibsen apaixonou-se pela teologia e se tornou grande leitor da Bíblia, porém pouco pode se dedicar a tal estudo, pois aos dezesseis anos, mediante as precárias condições da família, teve que escolher uma profissão, mudando-se para a cidade de Grimstad, onde passou a trabalhar como aprendiz do farmacêutico Jens Reimann, aí permanecendo por cinco anos. Em 1846, quando Ibsen tinha 18 anos, nasce Hans Jacob Henriksen, filho ilegítimo de Ibsen e Else Sophie, uma das criadas de Reimann, que Ibsen assumiu e sustentou imbuído pelo senso do dever, mas nunca o viu. A farmácia passou, depois, a ter um novo proprietário, Lars Nielsen, o qual dá mais liberdade a Ibsen, que passa a administrar a farmácia praticamente sozinho. Conhece o músico Christojher Due e o estudante de direito Ole Shulerud, e a farmácia passa a ser um local de encontro de jovens que discutiam política, sociologia e literatura da época.

Ibsen pretendia, nessa época, estudar medicina, mas foi reprovado nos exames de admissão à universidade, passando a se dedicar, então, apenas à literatura. Sua primeira obra para teatro foi escrita ainda em Grimstad, em 1849, Catilina, que na época foi rejeitada pelos editores, e que foi publicada um ano depois, sob o pseudônimo "Brynjolf Bjarme". Sua segunda peça, Kjaempehoien (Túmulo de gigantes), compõe-se de uma só ato e foi representada no teatro real de Christiania, atual Oslo, em 1850, mas recebeu pouca atenção.

A principal fonte de inspiração de Ibsen, no início até Peer Gynt, foi aparentemente o autor norueguês Henrik Wergeland e os contos populares noruegueses tais como recolhidos por Peter Christen Asbjørnsen e Jørgen Moe. Na juventude de Ibsen, Wergeland foi o mais aclamado, e de longe o mais lido poeta e dramaturgo norueguês.


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Carreira literária

Produziu algumas sátiras, como "Norma", e poesias, como "A Epopeia" e "Helze Hundingsbone", adquirindo alguma celebridade. Foi designado, então, para diretor de cena num pequeno teatro de Bergen, o "Det Norske Theater", em Bergen, onde esteve envolvido na produção de mais de 145 execuções como escritor, diretor e produtor. Escreveu quatro peças, entre elas "Madame Inger em Ostraat", em 1855. "A Festa em Solhaug", de 1856, foi seu primeiro sucesso popular, resultando no convite para uma festa na casa da escritora Magdalene Thoresen, onde conheceu sua futura esposa, Suzannah Daae Thoresen, filha da escritora. Em 1858 casou com Suzannah e em 1859 nasceu o único filho do casal, Sigurd.

Ibsen voltou para Christiania e assumiu o Norwegian Theatre, em 1857, e após a falência desse teatro, assumiu a direção do Christiania Theatre, escrevendo então "Os Guerreiros em Helgeland" em 1858, e a sátira "A Comédia do Amor", em 1862, essa idealizada inicialmente em prosa, mas transformada depois em versos. Nesta obra inicia sua luta contra as mentiras sociais, no caso específico, a hipocrisia do amor.

Em 1861, descontente com suas dívidas, doenças e com a pouca valorização atribuída à sua literatura, chegou a pensar em suicídio. Ele se casou com Suzannah Thoresen em 18 de junho de 1858 e ela deu à luz seu único filho, Sigurd Ibsen, em 23 de Dezembro de 1859. O casal vivia em péssima situação financeira e Ibsen tornou-se muito desiludido com a vida na Noruega. Em 1864, deixou a Christiania e foi para Sorrento, na Itália, em exílio auto-imposto. Nessa época, iniciou uma verdadeira polêmica com o escritor democrata Björnstjerne Björnson, através de correspondência. Ele não retornaria à sua terra natal nos próximos 27 anos, e quando retornou, foi como um famoso, mas controverso, dramaturgo

Sua peça seguinte, Brand (1865), foi para trazê-lo à aclamação da crítica e ao sucesso financeiro, como a peça seguinte, "Peer Gynt" (1867), à qual o famoso Edvard Grieg compôs a música incidental e canções. Apesar de Ibsen ler trechos do filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard e apresentar traços de influência deste último em “Brand”, só após essa época Ibsen veio a levar a sério Kierkegaard. Inicialmente irritado com seu amigo Georg Brandes por comparar Brand com Kierkegaard, Ibsen, no entanto, leu Either/Or e Fear and Trembling. A próxima peça de Ibsen, “Peer Gynt” foi conscientemente influenciada por Kierkegaard.

Com o sucesso, Ibsen se tornou mais confiante e começou a introduzir mais e mais de suas próprias crenças e julgamentos nos dramas, explorando o que ele chamou de o "drama de idéias". Sua próxima série de peças é muitas vezes considerada o Golden Age, quando entrou no auge de seu poder e influência, tornando-se o centro da controvérsia dramática em toda a Europa.
Ibsen fotografado por Gustav Borgen, em 1900

Ibsen mudou da Itália para a Dresden, Alemanha, em 1868, onde passou anos escrevendo a peça que ele considerava como sua principal obra, "Imperador e Galileu" (1873), dramatizando a vida e os tempos do imperador romano Juliano, o Apóstata. Embora o próprio Ibsen sempre tenha olhado essa peça como a pedra angular de sua obra inteira, muito poucos partilharam a sua opinião, e suas obras seguinte seriam muito mais aclamadas. Ibsen mudou para Munique em 1875 e publicou "Casa de Bonecas" em 1879. A peça é uma crítica mordaz aos papéis conjugais aceitos por homens e mulheres que caracterizou a sociedade da época de Ibsen.

"Espectros" se seguiu em 1881, apresentando outro comentário mordaz sobre a moralidade da sociedade de Ibsen, em que uma viúva revela ao seu pastor que havia escondido os males de seu casamento para a sua duração. O pastor a aconselhara a se casar com seu noivo, apesar de sua promiscuidade, e ela fez isso na crença de que seu amor iria reformá-lo. Mas essa promiscuidade continuou até sua morte, e seus vícios são passados para seu filho na forma de sífilis. A menção da doença venérea, para mostrar como ela pode envenenar uma família respeitável, foi considerada intolerável.

Em "Um Inimigo do Povo" (1882), Ibsen foi ainda mais longe. Em peças anteriores, elementos controversos foram componentes importantes e até mesmo fundamentais na acção, mas eles foram em pequena escala de cada família. Em "Um Inimigo", a controvérsia tornou-se o foco principal, e foi o antagonista de toda a comunidade. A mensagem principal da peça é que o indivíduo que está sozinho, é mais "certo" do que a massa de pessoas, que são retratados como ignorantes e carneiros. A crença da sociedade contemporânea era a de que a comunidade era uma instituição na qual se podia confiar, mas Ibsen apresenta a contestação dessa noção. Em "Um Inimigo do Povo", Ibsen critica não só o conservadorismo da sociedade, como também o liberalismo da época. Ele ilustrou como as pessoas de ambos os lados do espectro social poderiam ser iguais. "Um Inimigo do Povo" foi escrito como uma resposta às pessoas que haviam rejeitado o seu trabalho anterior, "Espectros". O enredo da peça é um olhar velado na forma como as pessoas reagiram à trama de “Espectros”. O protagonista é um médico em um local de férias, cujo principal objetivo é construir um banho público. O médico descobre que a água está contaminada, e espera ser aclamado para salvar a cidade do pesadelo de infectar os visitantes com a doença, mas ao invés disso ele é declarado um "inimigo do povo" pelos moradores, que lutam contra ele e até mesmo atiram pedras através de suas janelas. A peça termina com o seu completo ostracismo. É óbvio para o leitor que o desastre está na construção dos banhos para a cidade, bem como para o médico.

Como as audiências agora o aguardam, a sua próxima peça novamente ataca crenças arraigadas e pressuposições, mas desta vez, seu ataque não foi contra os costumes da sociedade, mas contra os reformadores e seu idealismo. Sempre um iconoclasta, Ibsen foi igualmente disposto a derrubar as ideologias de qualquer parte do espectro político, inclusive o próprio.
Carta de Ibsen para seu revisor e tradutor inglês Edmund Gosse: “30.8.1899. Querido Mr. Gosse! Foi para mim uma alegria saudável receber sua carta. Então eu vou finalmente conhecer pessoalmente você e sua esposa. Estou em casa todos os dias na parte da manhã até 01:00. Estou feliz e surpreso de seu excelente norueguês! Seu amigo obrigado Henrik Ibsen”.

"O Pato Selvagem" (1884) é por muitos considerado o melhor trabalho de Ibsen, e é certamente o mais complexo. Ele conta a história de Gregers Werle, um jovem que retorna à sua cidade natal depois de um exílio prolongado e se reencontra com seu amigo de infância Hjalmar Ekdal. Ao longo da peça, os muitos segredos que estão por trás da casa Ekdals, aparentemente feliz, são revelados por Gregers, que insiste em perseguir a verdade absoluta, ou o "Chamado do Ideal". Entre estas verdades: o pai de Gregers engravida Gina e induz Hjalmar a se casar com ela e legitimar a criança. Outro homem foi desonrado e preso por um crime cometido pelo velho Werle. Além disso, enquanto Hjalmar passa seus dias trabalhando em uma "invenção" imaginária, sua esposa está ganhando a renda familiar. Ibsen mostra uso magistral de ironia: apesar de sua dogmática insistência na verdade, nunca Gregers diz o que pensa, mas apenas insinua, e nunca é entendido até que a peça atinja seu clímax. Gregers atinge Hjalmar através de insinuações e frases codificadas até que ele percebe a verdade, que a filha de Gina, Hedvig, não é sua filha. Cegado pela insistência de Gregers sobre a verdade absoluta, ele nega a criança. Vendo o estrago que ele tem feito, Gregers determina a reparar as coisas, e sugere a Hedvig que sacrifique o pato selvagem, seu animal de estimação ferido, para provar seu amor por Hjalmar. Hedvig, sozinha entre os personagens, reconhece que Gregers sempre fala em código, e procurando o significado mais profundo na primeira revelação importante de Gregers, mata-se, em vez de o pato, a fim de provar seu amor por ele no último ato de auto-sacrifício. Só muito tarde Hjalmar e Gregers percebem que a verdade absoluta do "ideal" é às vezes demais para o coração humano suportar.

No final de sua carreira, Ibsen se voltou para um drama mais introspectivo, que tinha muito menos a ver com denúncias dos valores morais da sociedade. Nas peças posteriores, tais como "Hedda Gabler" (1890) e "Solness, o Construtor" (1892), Ibsen explorou conflitos psicológicos que transcendiam uma rejeição simples de convenções atual. Muitos leitores modernos têm encontrado nesses trabalhos posteriores o objetivo de confronto interpessoal. "Hedda Gabler" é provavelmente uma das peças mais executadas de Ibsen, com o papel-título considerado como um dos mais desafiadores e recompensadores para uma atriz, mesmo nos dias de hoje.

Em 1889, Ibsen conheceu Emilie Bardach, uma jovem da alta sociedade canadense, com a qual passou a trocar correspondência, e especula-se um possível relacionamento amoroso entre eles. Sua cartas foram publicadas após a morte de Ibsen. Vieram então "Rosmersholm", "A Dama do Mar" e, em 1890, "Hedda Gabler". Nessa tragicomédia, através da discussão do papel da mulher na sociedade o autor leva o espectador a refletir sobre a própria existência humana.

Em 1892, seu filho Sigurd casou com Bergliot, e em 1893 nasceu o neto, Tancred. Em 1894, escreveu "O Pequeno Eyolf", onde criticou o papel social da família do século XIX. No drama escrito por Ibsen, a tragédia da morte do filho Eyolf traz à tona o relacionamento do casal, com as dificuldades do compromisso social do casamento. Mediante a não realização individual, o casal deposita seus sonhos e expectativas na vida do frágil Eyolf que, numa atitude de libertação, segue a Senhora dos Ratos, personificação da morte na mitologia norueguesa.

E finalmente, em 1899, Ibsen escreveu sua última obra: "Quando Despertarmos de entre os Mortos. Em março de 1900, Ibsen contraiu uma forte gripe, e em poucas semanas teve o primeiro derrame, e em 1901 o segundo. Em 1902 foi indicado para o Prêmio Nobel de Literatura. Em 1903, após um terceiro derrame, perdeu a capacidade manual de escrever, e morreu em 23 de maio de 1906, sendo sepultado em primeiro de junho com honras de Estado no cemitério Var Freisers.


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Morte

Em 23 de maio de 1906, Ibsen morreu em sua casa em Arbins, em Christiania (hoje Oslo), após uma série de acidentes vasculares cerebrais, em março de 1900. Quando, em 22 de maio, sua enfermeira assegurou a um visitante que estava um pouco melhor, Ibsen balbuciou suas últimas palavras "Pelo contrário" ("Tvertimod!"). Ele morreu no dia seguinte, às 02:30. Ibsen foi enterrado no Vår Frelsers gravlund ("The Graveyard of Our Savior"), no centro de Oslo.

Origem: Wikipédia

Abraço,
Valdemar Pereira

As minhas Vendas! viewtopic.php?f=25&t=117756

limburgo
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Re: Nota do Mês de Abril - Notas Tema livre

#9 Mensagem por limburgo » terça abr 23, 2013 2:56 pm

Irlanda do Norte
5 Libras 20 de Abril 2008

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Se a inveja matasse a humanidade já nao existia.
Cumps Paulo

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Re: Nota do Mês de Abril - Notas Tema livre

#10 Mensagem por VMNV » quinta abr 25, 2013 6:38 am

1.VMNV-Tibete 100 Srang 1942-59
2.Paulo Mateus-Angola 50 escudos 1956
3.josape-Angola 5 kwanzas 2011
4.tm1950-Portugal 2$50 escudos 1925
5.SANCHO-Portugal 5 escudos 1943
6.valdemar1959-Noruega 1000 Kroner 1982
7.limburgo-Irlanda do Norte 5 libras 2008

Numero mínimo atingido. Aplica-se a votação:

5
4
3
2
1

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