Graus de conservação de notas

Estados de conservação, artigos, apontamentos, dúvidas e outros assuntos sobre a notafilia

Moderadores: VMNV, José Duarte, Moderador de Honra

Responder
Mensagem
Autor
Avatar do Utilizador
tm1950
Reinado D.Afonso Henriques
Mensagens: 10611
Registado: sexta nov 05, 2004 10:15 pm
Localização: S. João do Estoril - Lisboa

Graus de conservação de notas

#1 Mensagem por tm1950 » sábado nov 06, 2004 5:00 pm

GRAUS DE CONSERVAÇÃO DE NOTAS.


NOVA
Nota não circulada que se encontra absolutamente perfeita em todos os pormenores de impressão, cores e brilho originais e todo o relevo calcográfico. O papel deve apresentar a superfície perfeitamente lisa, cantos direitos, sem vestígios de dobras, sujidades, ou qualquer tipo de agressões.

QUASE NOVA
Nota não circulada que apresenta alguma, mas apenas uma, ligeira imperfeição: vinco central suave, duas ou três pequenas dobras, superfície ondulada, cantos arredondados.

BELA
Nota que aparenta pouco uso, mantendo intactas todas as características de impressão. Papel sem perda de elasticidade, com vinco central já mais pronunciado, aceitando-se outra pequena dobra e ligeira sujidade.

MBC
Nota com evidentes sinais de circulação, algum desgaste nos pormenores de impressão (descoloração e perda de brilho). Papel com vinco central forte, outros vincos laterais, perda de elasticidade e rigidez e várias sujidades pequenas.

BC
Nota com desgaste evidente na impressão, mas sem mostrar interrupções no desenho da gravura. Papel com perda de elasticidade, embora deva ainda mostrar alguma rigidez, com vários vincos e sujidades, sendo aceitável alguns rasgões nas margens, sem falta de papel.

REGULAR
Nota muito usada e danificada, com descoloração da superfície impressa, devendo, no entanto, serem ainda bem visíveis os pormenores mais importantes do desenho. Papel com rompimento de fibras, especialmente no centro, com perfurações, cantos cortados, margens com rasgões que entram pela mancha, pequenas faltas de papel nas margens.

MAL CONSERVADA
Nota evidenciando intensa circulação e desgaste superficial com perda de coloração. Papel com obliterações, faltas de papel, rasgões profundos e furos provocados pela destruição do papel.

OBS: são muito utilizados gruas de conservação intermédios, como por exemplo: bela+; QMBC; REG+, etc.



METODOLOGIA PARA AVALIAÇÃO DO GRAU DE CONSERVAÇÃO DE UMA NOTA.

1. Manusear a nota com o máximo cuidado e o mínimo contacto possíveis.

2. Verificar a aparência geral, o seu uso, textura e cor, de ambos os lados; colocar a nota em contraluz para verificar eventuais furos e manchas de sujidade.

3. Atribuir um grau de conservação preliminar.

4. Se a nota está em estado BC, ou melhor, segurar a nota com uma mão e colocá-la obliquamente em relação a uma boa fonte de luz (natural ou artificial) de forma a que esta tangencie a nota.
Com o auxílio de uma lupa (não muito pequena e que aumente 2 a 3 vezes) na outra mão, visualizar a superfície da nota na sua totalidade: textura das fibras, pormenores de impressão, brilho e relevo, eventuais agressões de borracha, água, ou outras.
Fazer esta operação de vários ângulos, normalmente quatro, até rodar a nota 360 graus.
Repetir todo este processo no outro lado da nota.

5. Tirar conclusões sobre a avaliação preliminar feita em 2.


Celso.
Saúde e Fraternidade.
Os meus leilões

Avatar do Utilizador
tm1950
Reinado D.Afonso Henriques
Mensagens: 10611
Registado: sexta nov 05, 2004 10:15 pm
Localização: S. João do Estoril - Lisboa

#2 Mensagem por tm1950 » sábado nov 06, 2004 9:39 pm

É certo amigo Ivo.
Essa questão coloca-se sempre.
E outro factor que lhe está associado: o preço, que nem sempre agrada aos dois intervenientes.
Celso.
Saúde e Fraternidade.
Os meus leilões

Queiroz
Escudinho da II República
Mensagens: 8
Registado: segunda nov 08, 2004 5:35 pm

#3 Mensagem por Queiroz » segunda nov 08, 2004 9:25 pm

Óptimos conselhos para o Fórum. Seria agradável que ambas as partes intervenientes assim os entendessem. À vantagem de uma venda deve corresponder sempre a satisfação de uma compra, pois caso contrário alguma das partes não fica agradada na transacção.
Sugiro também que a observação da nota se realize, com especial cuidado, na parte mais clara. Se houver imperfeições, elas serão mais visíveis. O malfadado vinco ou dobra central torna-se mais notório caso exista.
Se a aquisição for para manter, é preferível o estado novo, caso haja possibilidade, pois a valorização é maior e não aparecem tantas surpresas.
Nas notas mais antigas, a sujidade, por vezes, é um posto. Uma nota lavada, embora ganhe em apresentação, perde em qualidade.
Quanto ao preço, desconfie-se sempre quando é uma pechincha.
Demora-se algum tempo a aprender a apreciar as notas, mas confesso que nos primórdios quase todos compramos notas de que ainda hoje nos envergonhamos.
Um abraço
Queiroz

Avatar do Utilizador
PBarbot
Reinado D.Filipe I
Mensagens: 873
Registado: sexta nov 05, 2004 10:23 pm
Localização: Srª da Hora

#4 Mensagem por PBarbot » terça nov 09, 2004 6:50 pm

Nos graus de conservação das Notas sou como nos das Moedas:)

A teoria é muito linda, mas a pratica é totalmente diferente.

Todos nós que já compramos notas, encontramos alguns exemplares em que a classificação não encaixa nesses "lugares comuns".

Uma nota acabadinha de sair do maço e vai para o Multibanco, sai com ligeiras imperfeições.
Antigamente era normal agrafar as notas a facturas, mesmo que elas fossem novas.
Ia-mos a banco (no tempo dos lençois) e não tinhamos carteira para guardar as notas novas que nos davam.
Estes exemplos são para notas NOVAS, que não deixam de ser novas por causa dos defeitos. Não me repugna nada chamar de nota NOVA e a seguir indicar o defeito. Como tb aceito que se diga o estado da nota "real". Vou dar um exemplo: Comprei (já foi há muito tempo) 3 notas de 1$00 de 1920 elas estavam NOVAS mas tinham um rasgão que ia até à mancha da nota (provavelmente tesourada para meter as notas nas peliculas plasticas de protecção). Esse rasgão quase que não se notava. Resolvi por uma delas a leilão e como era no tempo em que ainda colocava o estado de conservação, empanquei ai. Pensei e resolvi seguir o livro e como ela tiha o rasgão classifica-la como REG. NÃO VENDI A NOTA. Passados uns tempos resolvi classifica-la de outra maneira "Nota que nunca circulou, mas que apresenta o seguinte defeito...". A Nota foi vendida e com varias licitações.
Menti???????
Enganei alguem???????

Avatar do Utilizador
tm1950
Reinado D.Afonso Henriques
Mensagens: 10611
Registado: sexta nov 05, 2004 10:15 pm
Localização: S. João do Estoril - Lisboa

#5 Mensagem por tm1950 » terça nov 09, 2004 10:59 pm

O grau de conservação é apenas um auxiliar para nos ajudar a descrever uma nota. Não é redutor.
É impossível descrever o estado de uma nota apenas com três letras, no caso de MBC. Assim como é pouco fiável através de numa fraca imagem como, por vezes, aparece na net.
No caso de uma nota nova, eu, pessoalmente, não preciso de imagem, basta-me confiar na descrição do vendedor.
Que fazer então?
Não se transaccionarem notas via Internet ! Será este o caminho?
Para mim, não é esta a solução, manifestamente, pois há pessoas que querem vender e outras que querem comprar.
Temos, pois, que arranjar mecanismos que facilitem a descrição de uma nota. Não vejo outro caminho. O Pedro encontrou um processo para descrever a nota de 1 Escudo que facilitou o entendimento por parte do comprador.
Cada um terá que encontrar meios de diálogo que permitam uma capacidade de entendimento frutuoso e que possa conduzir ao objectivo final.
Este objectivo deve traduzir-se, como disse o Queiroz, “À vantagem de uma venda deve corresponder sempre a satisfação de uma compra, pois caso contrário alguma das partes não fica agradada na transacção”.
Celso.
Saúde e Fraternidade.
Os meus leilões

Avatar do Utilizador
Pedro Duarte
Escudinho da II República
Mensagens: 20
Registado: domingo nov 14, 2004 2:48 am
Localização: Lisboa

#6 Mensagem por Pedro Duarte » segunda nov 15, 2004 11:45 pm

Concordo. :zzz:
Pedro Duarte

INTERNATIONALCOINS
Reinado D.Afonso VI
Mensagens: 677
Registado: quinta mai 04, 2006 9:18 am
Localização: Leça Palmeira
Contacto:

Complicado

#7 Mensagem por INTERNATIONALCOINS » segunda jul 31, 2006 5:30 pm

Complicado muito complicado, classificar notas.
Papel mais dificil de conservar que metal, a minima imperfeição pode desvalorizar exemplar em termos de cotação.
Pena mas, classificar tem destes inconvenientes, para quem gosta da perfeição, que nem sempre é possivel.
Moedas e Notas

Responder

Voltar para “Assuntos didácticos”