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Re: Nota de Timor uma pataca

Enviado: domingo jan 31, 2016 4:39 pm
por Jorge Silva
Pois eu não sei em que datas as outras escolas foram criadas, sei é que a Escola Industrial e Comercial Alfredo da Silva – E.I.C.A.S. – foi criada em 27 de Dezembro de 1945, mas é provável que haja escolas desse género mais velhas, como essa que mencionou escola Infante D. Henrique, que foi criada em 1884 ?
Agora quanto ao ensino das linguas nos cursos industriais também não faço ideia em que ano surgiu, é muito provável que já fosse posterior ao 25 de Abril, não sei.

Re: Nota de Timor uma pataca

Enviado: domingo jan 31, 2016 5:32 pm
por LinoG.
Jorge Silva Escreveu:Pois eu não sei em que datas as outras escolas foram criadas, sei é que a Escola Industrial e Comercial Alfredo da Silva – E.I.C.A.S. – foi criada em 27 de Dezembro de 1945, mas é provável que haja escolas desse género mais velhas, como essa que mencionou escola Infante D. Henrique, que foi criada em 1884 ?
Agora quanto ao ensino das linguas nos cursos industriais também não faço ideia em que ano surgiu, é muito provável que já fosse posterior ao 25 de Abril, não sei.
"A Escola Industrial da RARET abriu as portas no ano letivo de 1967/68. Uma escola privada que dava aulas gratuitamente, ao ensino preparatório e secundário. No total, a infraestrutura abrangia mil metros quadrados; um edifício com dois pisos. Muitos espaços verdes, salas amplas e iluminadas, ginásio, balnear, piscina, campo de ténis, cozinha, oficinas, sala de datilografia, sala de costura”.
Para a época, o espaço tinha as melhores condições. Um ensino de vanguarda, garante Gertrudes Monteiro, ex-aluna, “Tínhamos aulas de eletricidade, culinária, natação… tudo o que era essencial para a educação. Sentíamos uma grande diferença relativamente às outras escolas”. Um ensino chamado “Industrial” que oferecia dois cursos distintos: o “Curso Geral Formação Feminina” dirigido às meninas; e o “Curso Eletricidade e Eletrónica” para os meninos.
Outra das vantagens, como acrescenta, Gertrudes Monteiro, era o facto de a escola ser tão perto, mesmo na freguesia. “Naquela altura não havia meios de transporte, assim, podíamos deslocar-nos a pé e tínhamos tudo o que precisávamos”, defende.
Um ensino que primava, ainda, pela exigência. Como explica Natércia Caneira, “tinham muitas condições para apreender, era um ensino muito exigente. O meu filho andou na RARET até ao 8.º ano, depois, quando chegou a Salvaterra ia muito bem preparado, até sabia falar inglês melhor que a professora, garante”."

um excerto duma reportagem sobre a escola frequentada pela minha mãe, fez parte do 1º lote de alunos, portanto linguas havia antes do 25 de abril.
o que não posso garantir é que se passava o mesmo em todas as industriais, pois esta escola foi aberta pelos americanos que tinham o centro retransmissor a enviar emissões rádio para lá da cortina de ferro. eu não frequentei a escola mas visitava o complexo muitas vezes pela piscina, as condições lá eram realmente de excepção.

Re: Nota de Timor uma pataca

Enviado: domingo jan 31, 2016 6:38 pm
por Jorge Silva
Mas temos que concordar com os inteligentes deste País, para quê os cursos industriais se já não existe industria, os doutores tem razão um computador para cada puto e tá feito, eles que se desenrasquem o computador é pau para toda a obra é de aplaudir.

Quanto á RARET, sem comentários http://agloriadomundo.blogspot.pt/2006/03/raret.html