Tudo isto vem do séc. XVI, da Índia.

Havia na Índia uma minúscula moeda de ouro, menor que a unha do dedo mínimo. Chamava-se fanão.
D. Afonso de Albuquerque recebia os tributos em fanões e o comércio usava-a em abundância. Para a sua contagem eram utilizadas tábuas com 50, 100 e 200 alvéolos. O contador punha um punhado de fanões sobre elas e, com um ágil movimento circular dos dedos retirava o excesso de moedas de modo que ficasse uma em cada alvéolo. Estava feita a contagem. Se porém usasse unhas grandes podia alguma moeda ficar aí entalada. Daí o meter a unha e o fanar.

OURO
Anverso
Busto humano estilizado com os braços pendentes e arqueados. As duas orelhas ornamentadas com brincos. Dois grupos de quatro glóbulos sobre o peito e outros quatro entre a tronco e o braço esquerdo.
Reverso:
A charrua indiana de madeira, simbólica, rasgando sulcos no terreno simbolizado por 12 torrões dispostos em quatro grupos de três cada(0 12º foi cortado).
