Os falsários produziram na época apólices viciadas e falsas.
Nas viciadas o "artista" modificava a apólice alterando o seu valor, normalmente para 20.000 réis, que era o valor mais elevado nas apólices pequenas, concebidas para circulação. São conhecidos casos em que toda a apólice foi feita à mão.
Estas apólices são raras porque exigiam um trabalho difícil e que poderia ser reconhecido com alguma facilidade.
As apólices falsas eram vulgares, demasiado vulgares para o Erário, chegaram a ser presentes para recebimento de juros e até para trocar por verdadeiras. As falsificações eram feitas por processos idênticos às verdadeiras e nalguns casos era difícil distingui-las. Até no estrangeiro foram produzidas.
Os carimbos também eram falsos.
Não tenho conhecimento que haja apólices feitas nos nossos dias. Todas terão sido impressas na época.
Para distinguir, ou identificar, uma apólice verdadeira de uma falsa nem sempre á fácil e requer uma observação atenta.
A consulta do Catálogo de Mário de Almeida é fundamental. É necessário comparar os desenhos que se encontram nas ovais e, por vezes, analisar toda a apólice, para que se consiga distinguir com segurança uma apólice verdadeira de uma falsa.
A esmagadora maioria das apóplices que chegaram aos nossos dias são verdadeiras.
A primeira apólice é autêntica, apresentando os desenhos normais nas suas ovais.
A segunda é falsa. Se notarem a data não está correcta, pois deveria ser 1799 (com o último 9 manuscrito), e os falsários escreveram 8. Por outro lado, os desenhos são muito mais toscos e a qualidade do papel também é diferente. Aumentem as imagens e comparem os desenhos.

