AÇORES - carimbo Coroa de 1871

Moedas cunhadas desde D.Pedro P.Regente até D.Manuel II

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insvlano
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AÇORES - carimbo Coroa de 1871

#1 Mensagem por insvlano » sábado nov 28, 2009 2:08 pm

Já escrevemos anteriormente que ainda não nos é possível definirmos com alguma certeza o(s) carimbo(s) autêntico(s) de 1871. Batalha Reis no seu livro “Cartilha da Numismática Portuguesa” escreve que a Lei não refere como é o carimbo.
É comum aceitarmos que esse carimbo será uma coroa real com cerca de 8 mm , mas a existência de vários estilos conhecidos leva-nos a levantar outra questão:
O carimbo de 1871 teria sido remetido pelo governo central, como o GP coroado de 1887, ou seria uma produção local?
No primeiro caso podemos considerar que o carimbo deveria ser equilibrado e bom acabamento, mas tratando-se de um produto local, o carimbo seria forçosamente tosco.
Para complicar, conhecemos uma dezena de estilos e, até melhor informação, o optarmos por este ou aquele carimbo é meramente intuitivo.

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Extractos bibliográficos:

Convindo dar curso legal nos Açores às patacas brasileiras e suas divisões, o Decreto de 14 de Junho de 1871 mandou com essa finalidade carimbar as referidas patacas de valor nominal de 2.000 réis que corriam a 1.200 réis, e nesta proporção a meia-pataca ou 1.000 réis, assim como os 500 e 200 réis.
Findo o prazo de 15 dias nenhuma dessas moedas, que não tivesse sido carimbada, poderia ser recebida em pagamento pelo Estado.
Não refere a Lei qual deveria ser o carimbo assim como se não refere a nenhuma outra qualidade de moedas. Todavia, além das referidas, outras moedas nomeadamente de D- João VI e do Brasil, tanto de prata como de cobre, se conhecem semelhantemente carimbadas, com uma coroa real. Esta coroa que mede cerca de 8 mm é sensivelmente maior do que aquela que em 1854 se aplicara em determinadas moedas para circularem em Moçambique.

In «CARTILHA DA NUMISMÁTICA PORTUGUESA» 1946, Pedro Batalha Reis.


Estas e outras anomalias, levaram o Governo a pensar na supressão da moeda estrangeira, e uniformisar a moeda das ilhas com a do Continente, especialmente depois que no distrito de Angra se levantou uma ruinosa especulação em torno das patacas brazileiras do cunho de D. Pedro II.
Estas patacas, do valor facial de 2$000 reis e as meias patacas de 1$000 reis, que a emigração do Brazil importava largamente para estas ilhas, corriam neste distrito e no de S. Miguel por 1$000 reis e 500 reis, respectivamente. No distrito de Angra. Porém, passaram a correr por 1$200 reis e 600 réis, valor este que apesar dos protestos do comercio, o governador civil de Angra, Visconde de Bruges, mandou estabelecer como legal por edital de 13 de Maio de 1865. Só se solucionou a questão, mandando o Governo recolher toda a moeda brazileira, trocando-a por moeda portuguesa de 500 reis ou 625 reis insulanos. Durante este intervalo, a especulação que dahi resultou, trouxe ao distrito de Angra prejuízos consideráveis, por se ver inundado de moeda brasileira, levando-lhe em troca as patacas portuguesas e brazileiras de prata, e as peças, libras e águias americanas de ouro. É verdade que a especulação passou depois a fazer-se em sentido contrário, visto que a moeda de 500 reis valia lá 625 reis, em logar dos 600 reis porque corria neste distrito.
Mas a questão da uniformização da moeda é que levantava imediatos e calorosos protestos e reclamações.

in «MEMORIA HISTORICA SOBRE A MOEDA NA ILHA DO FAYAL» 1931, J. Vidago

Cumprimentos,
M. Rodrigues
Última edição por insvlano em domingo dez 30, 2012 4:56 pm, editado 2 vezes no total.



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doliveirarod
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#2 Mensagem por doliveirarod » sábado nov 28, 2009 7:33 pm

Alguns são mesmo discutíveis, mas outros p/ mim, com base "numa experiência geral", são mesmo indiscutivelmente falsos, por uma questão de total destoância no estilo, como é o caso dos carimbos da linha 3 e 4.
http://www.megaleiloes.com/leiloes.php? ... liveirarod ML - http://lista.mercadolivre.com.br/_CustId_14426169
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