Reais de 10 Soldos de Évora

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Monge
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Reais de 10 Soldos de Évora

Mensagem por Monge » segunda fev 10, 2020 9:33 pm

Apresento-vos dois Reais de 10 Soldos, cunhados em Évora, ambos num óptimo estado de conservação.
Correspondem às referências "2.4.1.5.1" e "2.4.1.5.2" pela classificação proposta pelo Iuri.
Um deles está a pedir um tratamento pelo "Pedrocas dos restauros" :) e, em parte da legenda do reverso, só consigo ler vestígios das letras que tentei "restaurar" a vermelho.
Fico à espera de sugestões e/ou correcções.
Interessante a legenda do reverso numa mistura de Poruguês e Latim +IhnS:PELA:GRA:RE:POR:E:ALGARB.
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numisiuris
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Re: Reais de 10 Soldos de Évora

Mensagem por numisiuris » terça fev 11, 2020 4:53 am

Duas moedas novas em relação ao meu estudo. Com legendas novas. E que confirmam a tendência de esta ser a referência mais vulgar nos, de si escassos, reais de dez soldos de Évora. Julgo que ambas têm sinal à esquerda da coroa. A primeira tem um relevo muito esbatido do que me parece ser uma arruela pontuada. Veja em radiografia:
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Eu acho este tipo de restauros digitais formidáveis, lá está, desde que identificados. Sugiro que isso se faça com uma marca de água, para depois se saber que é restauro e, além disso, assegurar a propriedade da criação artística. O letreiro vermelho funciona bem para efeitos pedagógicos imediatos. Mas lá está, pode sempre ser uma excepção e podiam as de letreiro vermelho ser desconhecidas até agora e começarem de súbito a sair da terra. Aliás, os museus, sempre pioneiros nas novas tecnologias, até podiam, em vez de as comprar restauradas, comprá-las podres e depois restaurá-las digitalmente. Porque não? E depois, nesse restauro digital, faziam o que quisessem. Podiam até contratar um conselho científico inteiro, para ajuizar as criações. Uns académicos e tal, para engalanar. Pessoal experiente. Os da poda. Os da tropa. Os da bolsa. Tudo à mistura. Pela democracia. Internacionalizar a coisa. Sei lá, charters. Até podiam fazer os escudos de D. Duarte e as dobras de D. Pedro. E dizer quantos alqueires de milho se compravam. E qual era o soldo de um besteiro do conto. Um capacete de realidade virtual para dar cabeçadas a moedas digitais. O buril electrónico - Experienciar restauro. Oficina pedagógica. Seminário interactivo de rearanjo tipológico de numismas. De uma roseta fazer uma estrela. Despotentar a cruz. Fazer esfrega telepática com escova de aço digital. Levar a família toda. Pique-nique a meio. Levar o cão. Buril para o cão. Alterar o busto de D. Fernando para um été. Defender a tese de que a Leonor Teles era na verdade uma extra-terrestre, colocada na terra com o intuito de danificar a nação portuguesa. Fazer uma crónica com buril. Sei lá. Eu sou por tudo o que seja para a frente. Logo, amigo Monge, só tenho a elogiar esses seus trabalhos digitais!!! :D

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