Caro Amigo e Conterrâneo Aguiar
e demais Foristas
Há muito que pretendia colocar um tópico sobre as notas emitidas pela Flama, pelo eventual interesse sobre um tema tão pouco conhecido. Quanto às emitidas pela Flama já não vejo necessidade de as colocar dado o Aguiar as ter em tempos "postado". Adiei essa iniciativa por saber de antemão que poderia criar celeuma dado as feridas abertas então não estarem ainda cicatrizadas. Porém, ontem, após adquirir estes exemplares não me contive.
Cingi-me e continuarei a fazê-lo, quer neste espaço, bem como na minha vida pública, ao narrar do estritamente histórico na esperança de poder transmitir conhecimentos a alguém que sobre os mesmos possa ter interesse e quiçá desenvolver o seu estudo. Não sou académico e sinto-me grato em receber conhecimentos e no dever de os divulgar na medida das minhas muito limitadas capacidades.
Como Cidadão da República Portuguesa que sou e embora a tal nada me obrigue, publicamente afirmo-me como
apartidário (embora vote em todas as eleições),
ateu (embora tenha um educação Católica Apostólica Romana e acho divino o
Requiem de Verdi - já sei parece uma ópera e não uma
Missa pro Defunctis) bem como
não sou adepto de qualquer clube de futebol (embora tenha que participar/assistir a alguns jogos por motivos profissionais) - e não se pense que sou um "contrariado", fi-lo, faço e falo-ei enquanto me sentir motivado a tal.
Não me moveram sobre este tema motivações de índole político partidária, às quais como já disse sou alheio.
Aquando o 25 de Abril de 1974 tinha 2 (dois) anos de idade (o que aliás pode ser verificado no meu perfil) e desse tempo guardo na lembrança o estertor das bombas, as paredes pintadas e a melodia de "uma gaivota voava voava..." e o afecto de meus avós e a ausência de meus pais, mais uns madeirenses imigrantes...
Se alguém quiser chamar à Flama um "movimento de resistência" ou outra coisa qualquer, porquanto simpatize com o seu ideário ou tenha militado nas suas fileiras é-me indiferente e aceito-o. Ademais, como qualquer movimento de guerrilha ou organização terrorista, será sempre vista como "libertadora" aos olhos dos seus simpatizantes e "o mal" aos olhos dos seus detractores.
A resistência francesa era uma organização "terrorista" aos olhos do governo de "Vichy" e tornou-se na heróica "Resistence" com a vitória aliada. A "LUAR" e a "ARA" foram, ao tempo do Estado Novo, organizações terroristas e com o advento da Democracia passaram a heróicas organizações anti-fascistas. a “al Qaeda” é aos olhos do Ocidente uma organização terrorista, porém aos olhos de milhões de islâmicos são verdadeiros "mártires e exemplos de virtude".
Felizmente cresci numa época em que colocar engenhos explosivos contra alvos civis, assassinatos políticos e sequestros são praticas criminosas e quando praticas de forma organizada e em associação chamam-se de terrorismo.
Como disse e repito-o limito-me a narrar ou descrever factos ou ideias independentemente da opinião que tenha sobre elas e faço-o de forma
livre e consciente.
P.S. Quanto à publicação “Achas na Autonomia” do DN-Madeira, tive dois exemplares que entretanto emprestei a “não sei quem” e ...
... se alguém tiver um disponível que diga.